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7 de outubro de 2013

Thrift shop or Brechó




Às aulas voltaram, afinal é outubro.13

Um dos seminários  que estou fazendo é sobre o 'lixo'. Sim, isso mesmo, o lixo.

Ao pensar o lixo, invariavelmente penso na sociedade de consumo.

A sociedade do consumo nos lembra a todo momento que o ideal para vivermos melhor é consumindo, cada dia mais, cada dia...

Em termos de manifestação cultural, lembrei dessa música.
Thrift shop pelo rapper americano Macklemore. 







Que nos leva a refletir sobre o mercado da roupa de segunda mão, do brechó, ou da maneira sofisticada de dizer ' vintage'.




10 de setembro de 2013

19 de junho de 2013

A Roupa como Cultura Material


O nono Colóquio de Moda está no forno ... E como A Roupa como Cultura Material vem sendo um tema caro para a minha pesquisa, propus um mini-curso para a discussão e troca de informações com os colegas.


EMENTA: A roupa é um bem material que pode ser lida como cultura material. A grosso modo, as roupas são peças que figuram nossos corpos, entretanto, também são vistas como uma forma de analisar costumes, hábitos e mudanças sociais em uma determinada sociedade. A roupa carrega em si propriedades simbólicas que podem ser mediadas por categorias sociais e econômicas, as quais auxiliam a construção da distinção cultural e material.

JUSTIFICATIVA: O mini-curso tentará responder a pergunta: como a roupa pode ser classificada como cultura material? Notando como este complexo objeto está presente em nosso cotidiano, atuando de forma distintiva e classificadora. Por meio dele é possível observar intersecções sócio-culturais, religiosas, econômicas e políticas, permitindo definir os indivíduos e suas representações em sociedade. A roupa deve ser reconhecida como algo culturalmente construído, com propriedades simbólicas e econômicas complexas, que liga passado e presente, produz diferentes formas de crenças e transporta valores fundamentais das sociedades. Assim, a roupa não pode ser considerada como uma mera peça que figura nossos corpos, é necessário reconhecê-la como um objeto cultural.

MATERIAIS:Os participantes são convidados a trazer fotografias para discutir as perspectivas do seu cotidiano a partir das roupas.

CARGA HORÁRIA: 4 horas. Formato workshop.

PROPONENTE: Mi Medrado Vinculação institucional: Universidade da Califórnia – Los Angeles, UCLA. Michelle Medrado é antropóloga e estudante de PhD em Moda e Cultura Brasileira, na Universidade da Califórnia de Los Angeles, UCLA. Especializada em Moda e Criação pela Faculdade Santa Marcelina e formada pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo.

http://lattes.cnpq.br/9828758954142345

E-mail: mimedrado@ucla.edu


BIBLIOGRAFIA
BOURDIEU, Pierre. O costureiro e sua Grife. In A produção da Crença. Contribuição para uma Economia dos Bens Simbólicos. Rio de Janeiro: Zouk, 2006.
________________ A Distinção. Rio de Janeiro: Zouk, 2007.
________________ A Economia das Trocas Simbólicas. São Paulo:Perspectiva, 2005:
CERTEAU, Michel. A Invenção do Cotidiano. São Paulo: Vozes, 2010.
GODART, Fréderic. Sociologia da Moda. São Paulo: Senac, 2010.
MILLER, Daniel e Küchler, Susanne. Clothing as Material Culture. Londres: Berg, 2005.
MAUSS, Marcel. As Técnicas do Corpo. In: MAUSS, Marcel. Sociologia e Antropologia. São Paulo: Cosac Naify, 2005.
SIMMEL, Georg. Filosofia da Moda: E outros escritos. Lisboa: Edições Texto & Grafia, 2008.
ORTIZ, Renato. Gostos de classe e estilos de vida. In: ORTIZ, Renato. A Sociologia de Pierre Bourdieu. São Paulo: Olho Dágua, 2005.
SOUZA, Gilda de Mello e. O Espírito das Roupas: A Moda no Século Dezenove. 6. ed. São Paulo: Companhia Das Letras, 2009.
WAGNER, Roy. A invenção da Cultura. São Paulo: Cosac Naify, 2010.

28 de maio de 2012

Eu, etiqueta

O poema "Eu, etiqueta", 1984. Escrito pelo poeta modernista Carlos Drumond de Andrade (1902-1987), descreve a complexidade do consumo que interage com a identididade social e o corpo.

***

Em minha calça está grudado um nome
Que não é meu de batismo ou de cartório
Um nome... estranho.
Meu blusão traz lembrete de bebida

18 de abril de 2012

Um exercício: A Construção de um pensamento Sócio-Antropológico aplicado ao cotidiano da Moda

Este é o curso que vou ministrar no 8º Colóquio de Moda - 17 a 20 de setembro de 2012 - Rio de Janeiro


Público-alvo:
Profissionais e pesquisadores de moda nos campos da Administração, Artes Plásticas, Arquitetura, Comunicação, Design, Figurino, Marketing e áreas afins.
Objetivo: A proposta deste mini-curso consiste em trazer para o campo da moda - o pensamento Sócio- Antropólogico. Ressaltando sua importância na vida social e na construção e definição dos componentes culturais, tais como o vestuário e a moda. As ciências sociais quando pensam em moda, sua preocupação consiste em analisá-la como fenômeno social verificando seu desdobramento e circulação por meio da identidade sócio-cultural dos vários grupos sociais presentes em determinado tempo e lugar.
Ao falarmos de Moda, nos referimos à peças que os indivíduos portam sobre seu corpo, refletindo em símbolos e representações. Imprimindo expressões de um valor social construído do grupo pelo qual participa, valor este arquitetado na produção cultural e política que organiza estes corpos. Sem esquecer, que a moda ocupa um lugar central em nossas vidas porque nos permite definir nossa identidade social