Dica de Leitura
http://www.bergfashionlibrary.com/view/bewdf/BEWDF-v2/EDch2811.xml
A new generation of Brazilian fashion designers in
the late twentieth and early twenty-first centuries have gained an international
profile with conceptual designs that challenge Western presuppositions of what
constitutes “Brazilian-ness.” While earlier Brazilian fashion innovators tended
to copy and edit Western fashion designs, emulating Western conceptions of
beauty and good taste, the work of designers such as Alexander Herchcovitch,
Ronaldo Fraga, Karlla Girotto, Jum Nakao, Isabela Capeto, Carlos Miele, and
Tereza Santos contests the stereotypical tourist’s view of Brazil as a tropical
paradise, and references the darker, quotidian aspects of Brazilian life. The
establishment of São Paulo Fashion Week in 1996 and Fashion Rio in 2000 have
provided a mechanism for these designers to achieve new heights of international
visibility and commercial success. As previous commentators have demonstrated,
all fashion designers are informed, however subliminally, by human contact with
the international environment, whether in a geographical, economic, political,
or cultural sense. These forces are all interrelated yet at the same time
modified by an individual’s epistemological knowledge, and a designer’s own
understanding of the points of contact between such subjects. Covering much of
eastern South America, Brazil is the fifth largest and most populous country in
the world. Contemporary Brazilian fashion design reflects the richness of
Brazil’s history (which has included huge influxes of immigration from Europe,
Asia, and America following the abolition of slavery in 1888), as well as its
geographical, racial, and cultural diversity.
30 de agosto de 2014
23 de agosto de 2014
A reinvenção do trabalho escravo
![]() |
Foto da comitiva da CPI do Trabalho Escravo
|
– Maria, você sente que seu trabalho é valorizado?
– Valorizado? Não sei... Talvez? Talvez sim? Não sei o que é “valorizado”.
– Mas sente que seu trabalho oferece condições justas?
– Justo? Não sei se sei o que é “justo”.
– Se você pudesse mudar sua vida, o que mudaria?
– Tipo sonho? Não sei... Queria voltar a tempo de rever meus pais. Eles têm uns 80 anos,
tenho medo de não reencontrá-los.
Do lado de fora da oficina, Maria olhava para o alto, tentando alinhavar lentamente suas
ideias: “Mira, ouvi dizer que numas oficinas há gente escravizada. Mas na minha não é
assim. É tudo tranquilo, tranquilo. Não posso perder esse trabalho. Se perdesse, aí sim teria
uma história ainda mais triste pra contar...”
Trecho da matéria publicada no jornal Estado de São Paulo, domingo 23 de agosto de 2014.
A realidade americana na indústria têxtil é de baixa produção - pouco se vê etiquetas made in USA, e o que se encontra ainda é pouquíssimo para a demanda; Como no caso da American Apparel, uma camiseta ou uma bermuda custa em torno de 50-80 dólares - a compra é inviável para uma faixa população que ganha em média 9 dólares/hora, e a previsão de aumento para $ 10dolares/hora está prevista somente para 2016.
Do outro lado do mapa, mas diante da mesma problemática: os artigos de vestuário das marcas americanas são produzidas em países onde o salário mensal do trabalhador não ultrapassa a 150 dólares, sendo o maior contratador americano o Wallmart.
Em Bangladesh o trabalhador ganha em média 5,300 taka ($68). No Vietnam $90 a $128 - dependendo da região. Por fim, na Índia o salário mensal varia entre $130 a $150.
Pensando em um evento como o de Rana Plaza, tem uma coisa que o cenário brasileiro tem de bom, e que infelizmente ainda nenhum dos lugares citados acima conquistou (até onde tenho notícia) - os direitos trabalhistas!
Espero que não precisemos ver 600 operários mortos para perceber que o problema sobre os custos baixíssimos da produção é urgente.
20 de agosto de 2014
The Next Black - A film about the Future of Clothing
O filme "The Next Black - A film about the Future of Clothing" tem como objetivo demonstrar as diversas facetas da moda evidenciando sua intersecção com outras areas do conhecimento como a eletrônica e mecânica; Com a Biologia, uma vez que podemos criar bactérias para produzir tecidos biológicos a base de kombucha.
![]() |
| Bebida probiótica rica em ácidos, vitaminas e açúcares simples. |
A pesquisa continuará a nos surpreender, entretanto, também é preciso pensar no que já foi produzido e está em circulação no mercado, assim, novas estratégias de 'arrumar, consertar' as roupas necessitam ser retomadas para que não se descarte com tanta facilidade os artigos do vestuário.
6 de agosto de 2014
More hype than reality
"(...) Realistically, only a small fraction of American consumers are willing to pay premium prices for US-made apparel. The majority of consumers think of fast fashion, discount retailers, dollar stores and coupons when it comes to purchasing clothing. Country of origin is simply not top of mind."
| Made in the USA is More Hype Than Reality
5 de junho de 2014
Quem produz quem ...
nos tornamos produto da imagem?
não a imagem que estampa o produto?
logo, produto imagens somos
imagens produtos.
http://www.nyfff.com/#opener
ao encontrar esta empresa que produz imagens para grandes eventos da indústria cultural, fiquei assustada. Mas me perguntei porque ainda me assusto com este tipo de manipulação da imagem. Manipulamos, representamos personagens que são frutos de uma imagem que foi criada, que criamos e reforçamos a bel, e a todo, e com todo prazer.
Circunstância que me remete a reflexão acerca da genuinidade e pureza que acreditamos que os lugares sociais devem - de maneira quase imanente, ter.
não a imagem que estampa o produto?
logo, produto imagens somos
imagens produtos.
http://www.nyfff.com/#opener
ao encontrar esta empresa que produz imagens para grandes eventos da indústria cultural, fiquei assustada. Mas me perguntei porque ainda me assusto com este tipo de manipulação da imagem. Manipulamos, representamos personagens que são frutos de uma imagem que foi criada, que criamos e reforçamos a bel, e a todo, e com todo prazer.
Circunstância que me remete a reflexão acerca da genuinidade e pureza que acreditamos que os lugares sociais devem - de maneira quase imanente, ter.
24 de abril de 2014
Violências da Moda
Hoje 24 de abril de 2014,
completa um ano do acidente em uma fábrica têxtil em Daca,
Bangladesh, tragédia que matou 1133 e feriu dois mil trabalhadores.
O mercado da moda resolveu
se posicionar e instituiu que dia 24 de abril é o Dia da Revolução
na Moda aka Fashion Revolution Day - http://fashionrevolution.org/
Antes tarde do que nunca.
A pauta já chega velha se
refletirmos acerca dos impactos da cadeia de produção na vidas dos
trabalhador, além dos temas que a sociedade do consumo nos coloca
como fetichização, distinção, desigualdade social e por aí vai
...
Por minutos fiquei feliz e
impressionada
"Que uma nova mudança
em breve vai acontecer"
Afinal um evento pode
incentivar e construir uma forma de pensar a cadeia da produção das
roupas de forma sistêmica.
Porém, ao pesquisar mais
sobre o movimento que acontece simultaneamente em 50 países.
Vi que o evento de Los
Angeles, cidade que concentra a indústria do vestuário da Costa
Oeste das terras do tio Sam, o evento é pago! Pago.
E no Brasil, também um
polo importante da produção de vestuário na America Latina, não
haverá nenhum evento. Ou pelo menos não tem nada publicado na
agenda oficial do site.
http://fashionrevolution.org/country/brazil/
http://fashionrevolution.org/country/usa/
LA:
https://www.eventbrite.com/e/ecodivas-shorts-sizzles-fest-for-fashion-revolution-day-tickets-11313724655
29 de dezembro de 2013
O fio da história, entre agulhas e tecidos
O documentário O Fio da História, entre agulhas e tecidos [para assisti-lo clique no link] (2010) é um interessante documento para observar as primeiras organizações fabris no Brasil, especialmente na região Sul do país.
17 de dezembro de 2013
Balões indígenas
A foto é belíssima.
Infelizmente, não conheço a fonte dessa foto e a tribo indígena.
Quem tiver maiores informações por favor me avise.
Ostentação
O fenômeno do shopping Center em São Paulo, bem como, o de Vitória.O primeiro uma intervenção de 'ostentação', o segundo a procura de um abrigo, nos leva a refletir como pensar as fragilidades e obviedades dos preconceitos cotidianos.
Ambos os fatos foram reprimidos da mesma forma, eram corpos que ocupavam o lugar 'incorreto', sujeitos da periferia, não devem figurar em centros comerciais urbanos, onde uma tal elite branca (que é mestiça), acredita ser a fortaleza de segurança em uma sociedade insegura. E desigual.
Assim, assistir o filme "Ostentação é relembrar que estamos inseridos em uma única sociedade, cuja a maneira que vivemos, pensamos e elaboramos nossas fraquezas, dificuldades e desejos reflete em um outro sujeito, manifestando-se em diversas escalas e circunstâncias.
Esses sujeitos não estão marginalizados, eles vivem e pulsam (n)o imaginário da sociedade popular brasileira.
... Numa sociedade desigual que se esconde atrás de bens materiais
O tema da materialidade e o consumo, tem tomado cada vez mais conta, de como venho pensando a aparição da moda na sociedade.
Fatos, como este que aconteceu no Shopping Internacional em Guarulhos, que jovens da periferia foram abordados por policiais no shopping por tentarem fazer uma intervenção, afinal, é o lugar é um espaço público, demostram como a sociedade tem legitimado o capital econômico, como forma de dizer quem somos nós na sociedade.
Confira a matéria publicada na Folha de São Paulo
Mesmo sem crimes, "rolezinho" causou pânico e levou polícia a shopping de Guarulhos
O que se faz em um shopping (em inglês = o ato de fazer compras), sendo assim, compramos.
A sociedade do consumo nos ensina, e incita que para ser 'cidadão de bem' é imprescindível compraR.
E possuir marcas A ou B.
Tais marcas dirão quem tu é
e deixaram com mais tranquila praticar o 'sabe com quem está falando?
Construímos pelos objetos uma imensa e diversas formas de distinção e violência.
Materializamos a cidadania.
Materializamos a aparência.
Materializamos a música.
Formamos uma sociedade desigual.
Que se esconde atrás deste bens materiais.
19 de novembro de 2013
12 de novembro de 2013
A produção do lixo
Quando pensamos em lixo, geralmente, pensamos no lixo doméstico cotidiano.
Visualizamos potes de margarinas, latas de óleo, saco de pão, embalagens e embalagens.
Mas e a roupa que usamos, quando a descartamos para onde vai?
rAramente pensamos a roupa como um objeto que pode um dia vir a ser lixo.
Quando não desejamos uma peça de roupa doamos para alguém ou para uma instituição que acreditamos, que irá se responsabilizar em fazer a sua peça chegar nas mão de alguém que poderá fazer melhor uso dela.
Nem sempre o trajeto é perfeito, como a foto, o 'lixão' de roupas está dentro da loja americana Goodwill responsável por coletar objetos considerados sem utilidade pela sociedade americana.
7 de outubro de 2013
Thrift shop or Brechó
Às aulas voltaram, afinal é outubro.13
Um dos seminários que estou fazendo é sobre o 'lixo'. Sim, isso mesmo, o lixo.
Ao pensar o lixo, invariavelmente penso na sociedade de consumo.
A sociedade do consumo nos lembra a todo momento que o ideal para vivermos melhor é consumindo, cada dia mais, cada dia...
Em termos de manifestação cultural, lembrei dessa música.
Thrift shop pelo rapper americano Macklemore.
Que nos leva a refletir sobre o mercado da roupa de segunda mão, do brechó, ou da maneira sofisticada de dizer ' vintage'.
10 de setembro de 2013
19 de junho de 2013
A Roupa como Cultura Material
O nono Colóquio de Moda está no forno ... E como A Roupa como Cultura Material vem sendo um tema caro para a minha pesquisa, propus um mini-curso para a discussão e troca de informações com os colegas.
EMENTA: A roupa é um bem material que pode ser lida como cultura material. A grosso modo, as roupas são peças que figuram nossos corpos, entretanto, também são vistas como uma forma de analisar costumes, hábitos e mudanças sociais em uma determinada sociedade. A roupa carrega em si propriedades simbólicas que podem ser mediadas por categorias sociais e econômicas, as quais auxiliam a construção da distinção cultural e material.
JUSTIFICATIVA: O mini-curso tentará responder a pergunta: como a roupa pode ser classificada como cultura material? Notando como este complexo objeto está presente em nosso cotidiano, atuando de forma distintiva e classificadora. Por meio dele é possível observar intersecções sócio-culturais, religiosas, econômicas e políticas, permitindo definir os indivíduos e suas representações em sociedade. A roupa deve ser reconhecida como algo culturalmente construído, com propriedades simbólicas e econômicas complexas, que liga passado e presente, produz diferentes formas de crenças e transporta valores fundamentais das sociedades. Assim, a roupa não pode ser considerada como uma mera peça que figura nossos corpos, é necessário reconhecê-la como um objeto cultural.
MATERIAIS:Os participantes são convidados a trazer fotografias para discutir as perspectivas do seu cotidiano a partir das roupas.
CARGA HORÁRIA: 4 horas. Formato workshop.
PROPONENTE: Mi Medrado Vinculação institucional: Universidade da Califórnia – Los Angeles, UCLA. Michelle Medrado é antropóloga e estudante de PhD em Moda e Cultura Brasileira, na Universidade da Califórnia de Los Angeles, UCLA. Especializada em Moda e Criação pela Faculdade Santa Marcelina e formada pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo.
http://lattes.cnpq.br/9828758954142345
E-mail: mimedrado@ucla.edu
BIBLIOGRAFIA
BOURDIEU, Pierre. O costureiro e sua Grife. In A produção da Crença. Contribuição para uma Economia dos Bens Simbólicos. Rio de Janeiro: Zouk, 2006.
________________ A Distinção. Rio de Janeiro: Zouk, 2007.
________________ A Economia das Trocas Simbólicas. São Paulo:Perspectiva, 2005:
CERTEAU, Michel. A Invenção do Cotidiano. São Paulo: Vozes, 2010.
GODART, Fréderic. Sociologia da Moda. São Paulo: Senac, 2010.
MILLER, Daniel e Küchler, Susanne. Clothing as Material Culture. Londres: Berg, 2005.
MAUSS, Marcel. As Técnicas do Corpo. In: MAUSS, Marcel. Sociologia e Antropologia. São Paulo: Cosac Naify, 2005.
SIMMEL, Georg. Filosofia da Moda: E outros escritos. Lisboa: Edições Texto & Grafia, 2008.
ORTIZ, Renato. Gostos de classe e estilos de vida. In: ORTIZ, Renato. A Sociologia de Pierre Bourdieu. São Paulo: Olho Dágua, 2005.
SOUZA, Gilda de Mello e. O Espírito das Roupas: A Moda no Século Dezenove. 6. ed. São Paulo: Companhia Das Letras, 2009.
WAGNER, Roy. A invenção da Cultura. São Paulo: Cosac Naify, 2010.
6 de junho de 2013
31 de maio de 2013
28 de maio de 2012
Eu, etiqueta
O poema "Eu, etiqueta", 1984. Escrito pelo poeta modernista Carlos Drumond de Andrade (1902-1987), descreve a complexidade do consumo que interage com a identididade social e o corpo.
***
Em minha calça está grudado um nome
Que não é meu de batismo ou de cartório
Um nome... estranho.
Meu blusão traz lembrete de bebida
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Em minha calça está grudado um nome
Que não é meu de batismo ou de cartório
Um nome... estranho.
Meu blusão traz lembrete de bebida
18 de abril de 2012
Um exercício: A Construção de um pensamento Sócio-Antropológico aplicado ao cotidiano da Moda
Este é o curso que vou ministrar no 8º Colóquio de Moda - 17 a 20 de setembro de 2012 - Rio de Janeiro
Público-alvo: Profissionais e pesquisadores de moda nos campos da Administração, Artes Plásticas, Arquitetura, Comunicação, Design, Figurino, Marketing e áreas afins.
Objetivo: A proposta deste mini-curso consiste em trazer para o campo da moda - o pensamento Sócio- Antropólogico. Ressaltando sua importância na vida social e na construção e definição dos componentes culturais, tais como o vestuário e a moda. As ciências sociais quando pensam em moda, sua preocupação consiste em analisá-la como fenômeno social verificando seu desdobramento e circulação por meio da identidade sócio-cultural dos vários grupos sociais presentes em determinado tempo e lugar.
Ao falarmos de Moda, nos referimos à peças que os indivíduos portam sobre seu corpo, refletindo em símbolos e representações. Imprimindo expressões de um valor social construído do grupo pelo qual participa, valor este arquitetado na produção cultural e política que organiza estes corpos. Sem esquecer, que a moda ocupa um lugar central em nossas vidas porque nos permite definir nossa identidade social
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